Biomm assina pacto com chinesa CanSino para importar vacina de covid-19 | Empresas

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A farmacêutica Biomm firmou um pacto com a chinesa CanSino Biologics para comercializar no Brasil a vacina contra a covid-19 Convidecia. Segundo o presidente da companhia, Heraldo Marchezini, num primeiro momento, o contrato prevê somente a importação do imunizante, logo que a Filial Pátrio de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar seu uso emergencial no país, com ulterior transferência de tecnologia para a empresa brasileira.

“Agora, vamos entrar com o pedido de uso emergencial junto à Anvisa. Essa é uma vacina que já é usada em vários países, uma vez que Chile, México e Argentina. E já foi aplicada em mais de 40 milénio pessoas em todo o mundo. Outrossim, há comprovações de eficiência em três publicações da [revista científica] The Lancet e outros seis estudos clínicos em curso no mundo. Acredito que teremos validado o pedido”, disse o executivo.

Marchezini não revelou quanto será importado, pois, segundo ele, isso dependerá de um pacto que a Biomm deve buscar com o Ministério da Saúde logo que conseguir a aprovação da Anvisa.

“A vacina tem eficiência comprovada de 69% depois 14 dias da emprego e é 95% eficiente para casos graves da doença. Outrossim, é um imunizante de somente uma ração. Sabemos que a covid veio para permanecer e devemos ter campanhas anuais de vacinação. Essa vacina é mais uma opção para o governo brasiliano”, afirmou o presidente da Biomm.

Enfermeiro prepara ração da vacina do laboratório chinês CanSino para paciente na Cidade do México — Foto: Marco Ugarte/AP

Caso a aprovação da Anvisa ocorra, o pacto prevê em uma segunda lanço, de transferência de tecnologia para a companhia brasileira. A Biomm tem capacidade de produzir 20 milhões de frascos de 10 ml por ano e outras 20 milhões de ampolas de 3 ml em sua biofábrica em Novidade Lima (MG).

Não haverá grandes investimentos adicionais nesse projeto, pois os grandes aportes já foram realizados na construção da fábrica. Ao todo, a unidade consumiu US$ 90 milhões, segundo o executivo. “As apresentações das vacinas usadas no Brasil são de multidoses e temos condições de produzir cá no país. Outro paisagem do contrato é que teremos entrada ao portfólio totalidade da CanSino. São mais 16 vacinas em desenvolvimento para 13 doenças distintas.”

A vacina da CanSino Biologics foi desenvolvida a partir do chamado “adenovírus tipo 5”, um dos vírus mais brandos do sistema respiratório que culpa sintomas semelhantes aos do resfriado geral e é o vetor viral mais utilizado em estudos clínicos em todo o mundo. É um vetor de adenovírus humano tipo 5, geneticamente modificado, que carrega as informações necessárias para sintetizar as proteínas novo coronavírus e, dessa forma, estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra a covid-19.

Com emprego em ração única e armazenamento em geladeira geral (entre 2 e 8 graus Celsius), essa vacina vem sendo adotada por diversos mercados. Os estudos clínicos foram conduzidos no Paquistão, Rússia, Chile, Argentina e México.

Atualmente, o imunizante recebeu aprovações em vários países, incluindo México, Paquistão, Hungria, Chile, Equador, Argentina, Malásia, Indonésia e Quirguistão. O preço da vacina será comportável com outras opções já existentes no mercado brasiliano, segundo a Biomm.

A CanSino foi uma das empresas citadas na Percentagem Parlamentar de Sindicância (CPI) da Covid. A companhia tinha um pacto com a paranaense Belcher, que foi acusada de superfaturar testes de covid-19 enviados ao Ministério da Saúde. O órgão chegou a assinar uma epístola de intenções de compra de 60 milhões de doses da vacina chinesa com a empresa paranaense. Diante das denúncias, a CanSino rompeu o pacto com a Belcher em julho.

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