BB Seguridade e Caixa Seguridade

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Não é de hoje que o setor de seguros no Brasil desperta o interesse de investidores, principalmente os que têm foco em dividendos. Por isso, neste item, falaremos sobre duas gigantes desse setor: BB Seguridade e Caixa Seguridade.

Mas antes, veremos uma vez que está o setor de seguros no Brasil. Outrossim, vamos entender quais as vantagens e desvantagens de investir em seguradoras. Confira a seguir!

O que você verá neste item:

Setor de seguros no Brasil

O setor de seguros no Brasil representa murado de 7% do totalidade do PIB, percentual subalterno ao de outras economias ao volta do mundo. Por isso, o mercado enxerga potencial de desenvolvimento desse segmento no país.

Segundo David Legher, presidente da Prudential no Brasil, apesar dos percalços de nossa economia, o Brasil é considerado um dos mercados mais promissores do mundo quando o matéria é seguros. Em entrevista à revista Fiscalização no ano pretérito, o executivo declarou que “as incertezas com o horizonte e a crise da pandemia levaram os brasileiros a uma maturidade sem precedentes. Isso ajudou a incorporar a contratação de seguros uma vez que segmento da instrução financeira”.

Nesse sentido, as pessoas começaram a incluir o seguro no planejamento financeiro de longo prazo. De forma universal, todos estão mais preocupados com saúde e segurança. E a expectativa é de que essa consciência perdure posteriormente a pandemia.

Apesar de tudo, em 2021 o mercado de seguros ainda se mostra aquecido. Segundo dados da 37° edição da Lance publicada pela Confederação Vernáculo das Seguradoras (CNseg), o mercado de seguros arrecadou R$ 273,7 bilhões em 2020. Ou seja, um desenvolvimento de 1,3% em relação a 2019.

De consonância com a entidade, os seguros foram muito importantes para a economia no ano pretérito. Isso porque protegeram patrimônios ameaçados pela queda da renda e pelo desemprego, acentuados durante a pandemia. Ainda que os seguros tenham desenvolvido menos no ano pretérito do que em períodos anteriores, a atividade superou o desempenho de alguns outros setores. Por isso, o segmento é considerado um dos mais resilientes durante a crise econômica.

Expectativas para o setor de seguros em 2021

No entanto, ainda é cedo para previsões mais assertivas. Nesse sentido, a CNseg acredita que o desempenho do setor de seguros dependerá do desenvolvimento do PIB até o final do ano. Outrossim, ainda há o detença da vacinação por cá, o que torna difícil prezar quando a atividade econômica retomará de traje.

Vantagens e desvantagens de investir no setor de seguros

A seguir, veremos algumas características do setor de seguros da bolsa brasileira. Outrossim, saberemos as vantagens e desvantagens de investir nesse segmento

Vantagens

Nos últimos anos, o setor de seguros tem chamado a atenção na bolsa brasileira. Além de serem boas pagadoras de dividendos, a atividade das seguradoras está entre os setores considerados perenes no mercado de capitais. Ou seja, trata-se de um segmento com uma certa firmeza e resiliência em tempos de crises (veremos isso mais adiante).

Outrossim, normalmente as seguradoras possuem estrutura operacional enxuta. Pelo traje de utilizarem parceiros comerciais para a venda de seguros, os seus custos acabam sendo reduzidos quando comparados a empresas de outros segmentos.

Por termo, outro ponto importante é a parceria que as grandes seguradoras têm com bancos comerciais. Isso faz com que tenham aproximação à base de clientes dessas instituições, o que dá certa firmeza às vendas.

Desvantagens

Por outro lado, o setor de seguros também apresenta pontos menos favoráveis, para os quais o investidor precisa estar sisudo. Um dos principais é a subordinação que o lucro dessas empresas tem do seu resultado financeiro.

Para entender isso, é preciso saber uma vez que funciona o operacional de uma seguradora. Essas companhias precisam manter significativo volume de moeda em aplicações de liquidez imediata para que possam tapulhar sinistros. Por isso, esses recursos (chamados de “float”) ficam normalmente aplicados rendendo o CDI ou a Selic, o que não é vantajoso em tempos de juros baixos.

Isso significa que, para obter bom resultado financeiro, as seguradoras precisam ter um float grande, o que é mais viável nas maiores empresas. quanto mais recursos disponíveis uma seguradora tiver, mais ela conseguirá variar os investimentos em modalidades mais rentáveis. Por sua vez, as seguradoras menos capitalizadas terão mais dificuldade para rentabilizar o float, e ficarão mais dependentes do rendimento das aplicações de pequeno prazo tradicionais.

Isso nos leva a uma segunda desvantagem do setor de seguros: a subordinação que o seu resultado tem da taxa de juros da economia. Quanto mais subida estiver a Selic, mais isso beneficiará o resultado financeiro dessas empresas. Já em períodos de juros baixos, menos espaço haverá para as seguradoras rentabilizarem o float, o que torna o segmento cíclico e suscetível às políticas monetárias.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade é uma holding responsável pela carteira de seguros do Banco do Brasil. Essa holding congrega cinco empresas: Brasilprev, BB Corretora, Brasilcap, Brasildental e Brasilseg. Além de seguros, a BB Seguridade comercializa também capitalização e previdência privada.

Trata-se de uma das empresas mais conhecidas do setor de seguros no Brasil. Nesse sentido, uma de suas vantagens é justamente relatar com a base de clientes do próprio BB. Mesmo com esse favor, a empresa declarou que uma das prioridades para os próximos anos é variar os canais de vendas. Isso ajudará a reduzir a subordinação do BB.

O IPO da empresa foi em 2012 e, pouco tempo depois, ela já passou a fazer segmento do IDIV (índice que contempla as maiores pagadoras de dividendos da bolsa). Atualmente, o payout (porcentagem do lucro distribuído aos acionistas) é de 70%.

Destaques do 1T21

  • Lucro líquido de R$ 977 milhões, desenvolvimento de 10,7% em relação ao mesmo período de 2020;
  • Propagação de 33% do resultado financeiro consolidado;
  • Retorno sobre o PL (ROE) de 55%;
  • R$ 341 milhões em sinistros pagos no trimestre;
  • R$ 2,2 bilhões pagos em planos de previdência posteriormente morte do titular.

Caixa Seguridade (CXSE3)

A Caixa Seguridade, controlada pela Caixa Econômica Federalista (que detém 82% de participação na empresa) é a segunda maior seguradora do Brasil. Atualmente, a sua participação é de quase 15% no mercado totalidade e de 24% nas vendas de seguros feitas pelas instituições financeiras.

Algumas das principais participações societárias da Caixa Seguridade estão a Caixa Holding, CNP Seguros, XS3 Seguros, PAN Corretora, entre outras.

De forma universal, o mercado tem boas expectativas quanto ao desempenho da Caixa Seguridade em 2021. Segundo analistas, os novos acordos de parcerias firmados para distribuição dos seguros deverão prometer resultados maiores do que os do ano pretérito. Outrossim, há mais gosto por crédito de segmento da CEF nesse ano, o que também contribuirá para o resultado.

Destaques do 1T21

  • Lucro líquido de R$ 432 milhões, desenvolvimento de 4,3% face 1T20;
  • IPO levantou R$ 5 bilhões, sendo 17,5% free float e 109 milénio novos acionistas;
  • Retorno sobre o PL (ROE) de 43%, contra 34,3% no 1T20;
  • Margem operacional 5,8% superior ao mesmo período do ano pretérito. Destaque para seguros (72%) e previdência (20%).

Confira os principais números da BB Seguridade e Caixa Seguridade do 1T21

BBSE3 CXSE3
Lucro Líquido R$ 977mm R$ 882,7 mm
Lucro por ação R$ 0,49 R$ 0,14
Quantidade de ações 2 bilhões 3 bilhões
ROE 55% 42,9%
Retorno s/ PL 59,5% 22,9%
Retorno s/ Ativo 35,8% 21,7%
Preço/Lucro 12,55 20,04
Preço/VPA 6,91 3,57

 

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