Austrália adota lei que força gigantes da tecnologia a remunerar prelo por teor

0
56

A lei foi aprovada na Austrália depois que Facebook e Google chegaram a acordos para evitar serem submetidos a arbitragens vinculantes – AFP/Arquivos

Facebook e Google terão de remunerar os meios de notícia da Austrália para utilizar seu teor, segundo uma novidade legislação aprovada nesta quinta-feira (25) no país, uma medida acompanhada ao volta do mundo em um contexto de guerra pela sobrevivência da prelo tradicional.

A lei foi aprovada depois que Facebook e Google chegaram a acordos para evitar serem submetidos a arbitragens vinculantes e abre caminho para que os dois gigantes digitais invistam dezenas de milhões de dólares em acordos de teor sítio.

Esta legislação poderia servir de protótipo para resolver conflitos entre gigantes da tecnologia e reguladores globais, com o objetivo de lastrar as relações entre a mídia tradicional – em dificuldades financeiras – e os grupos que dominam a Internet e captam grande segmento da receita de publicidade.

O governo afirmou que a lei garantirá que os meios de notícia “recebam uma remuneração justa pelo teor que geram, ajudando assim a manter o jornalismo de interesse público na Austrália”.

O Google já havia aceitado remunerar “quantias consideráveis” em troca do teor do grupo de prelo de Rupert Murdoch, News Corp., favorável à novidade lei.

Mais voltado para sua posição de recusar o pagamento, o Facebook enfrentou as autoridades australianas, em um primeiro momento, e bloqueou durante qualquer tempo a publicação de links para notícias de meios de notícia locais e internacionais.

A empresa que é proprietária do Instagram e do WhatsApp acabou recuando, com um pacto de último minuto com as autoridades.

Google e Facebook, grupo de Mark Zuckerberg, afirmaram que investirão US$ 1 bilhão cada em teor de notícias nos próximos três anos.

O Google pagará por notícias que apareçam em sua novidade instrumento Google News Showcase, enquanto o Facebook vai remunerar os fornecedores de seu resultado News, que será lançado na Austrália levante ano.

No caso do Facebook, a quantia de US$ 1 bilhão se soma aos US$ 600 milhões injetados nos meios de notícia desde 2018.

– Um precedente? –

O mundo inteiro acompanha de perto a iniciativa australiana. Se Google e Facebook parecem ter apanhado uma solução neste país, isto não significa o termo de seus problemas.

União Europeia (UE), Canadá e outros países também pretendem regular o setor.

“Não há nenhuma incerteza de que a Austrália está em uma guerra por procuração para o conjunto do planeta”, afirmou na terça-feira o ministro das Finanças do país, Josh Frydenberg.

As “big tech” não queriam que as negociações com os grupos de prelo na Austrália fossem obrigatórias e que, em caso de conflito, um avaliador independente australiano fosse o responsável por uma decisão. As empresas temiam um precedente que ameace seu protótipo econômico.

De pacto com as autoridades australianas de concorrência, o Google capta 53% da publicidade no país, e o Facebook, 28%, enquanto o restante é distribuído entre outros personagens do mercado, porquê empresas de mídia, um tanto insuficiente para financiar o jornalismo de qualidade.

A crise da prelo se agravou com a crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Na Austrália, dezenas de jornais fecharam, e centenas de jornalistas perderam o ofício.

Veja também

+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Jovem morre em seguida queda de 50 metros durante prática de Slackline Highline
+ Conheça o phloeodes diabolicus “o besouro indestrutível”
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Mulher finge ser agente do FBI para conseguir comida gratuito e vai presa
+ Zona Azul do dedo em SP muda dia 16; veja porquê fica
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Eructar muito pode ser qualquer problema de saúde?
+ Tubarão é tomado no MA com sobras de jovens desaparecidos no estômago
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Invenção oficina de cobre de 6.500 anos no deserto em Israel

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui