Atriz de “As Patricinhas de Beverly Hills” tenta ser “descancelada” por Hollywood – Vogue

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Stacey Dash (Foto: Getty Images)

Stacey Dash, estrela do filme “As Patricinhas de Beverly Hills”, se desculpou publicamente por concordar o ex-presidente Donald Trump ao longo dos últimos anos. Em entrevista ao “Daily Mail”, a americana justificou que passou boa segmento de sua vida com “raiva”, mas afirmou que nascente sentimento não define quem ela é.

A atriz explicou, na terceira pessoa, que suas opiniões sobre política foram arrogantes e orgulhosas. “Stacey é alguém que tem pesar, empatia”, disse. Ela também lamentou ter feito o papel “de uma mulher negra, conservadora e irritada” durante o período em que atuou uma vez que comentarista de política na Fox News, emissora declaradamente republicana.

Nos Estados Unidos, o partido republicano possui um eleitorado majoritariamente branco e com possante apelo religioso, e, com a eleição de Trump, foi levado à extrema-direita. Já os democratas, de centro-direita, historicamente defendem pautas mais plurais, tendo o grande base de negros, latinos e da classe artística. Stacey, negra e atriz, foge deste padrão.

Stacey, na entrevista, contou que sua visão sobre Trump mudou depois a invasão do Capitólio em janeiro, quando manifestantes rebeldes entraram no Congresso americano e, na confusão, deixaram mortos. Na idade do ataque, considerado sem precedentes, o ex-presidente foi culpado de insuflar os invasores.

Stacey Dash em As Patricinhas de Beverly Hills (Foto: Getty Images)

Stacey Dash em As Patricinhas de Beverly Hills (Foto: Getty Images)

“Quando isso aconteceu, pensei ‘ok, pra mim, já deu. Para mim, realmente, já deu’”, lembrou. “O que aconteceu em 6 de janeiro foi simplesmente terrível e estúpido”.

DESCULPAS NÃO ACEITAS
Apesar de seu pedido de desculpas, pouca gente acreditou na sinceridade das palavras de Stacey. A versão que circula nas redes sociais é a de que ela estaria com dificuldades de encontrar trabalho no meio artístico em função de seu base a Trump.

Stacey endossou Trump no início da corrida presidencial de 2016 fazendo doações para a campanha do portanto candidato. Ao longo dos anos seguintes, colecionou comentários racistas e misóginos enquanto colaborava com a Fox News. A atriz, inclusive, sugeriu rematar com as celebrações do Mês da História Negra, comemorado anualmente em fevereiro nos EUA, por não ter um Mês da História Branca.

Em uma de suas falas mais controversas na emissora, Stacey sugeriu que ex-presidente Barack Obama “não dava a mínima” para o terrorismo. A Fox News, em virtude da polêmica, não renovou seu contrato.

A atriz ainda fez comentários transfóbicos e antifeministas, afirmando que o feminismo está arruinando os homens e a masculinidade.

Apesar de todo seu história, no pedido de desculpas, Stacey ressaltou que não é mais a mesma pessoa raivosa que era em 2016. “O que as pessoas não sabem é que cometi muitos erros por justificação dessa raiva”, disse: “Há coisas das quais lamento. Coisas que eu disse que não deveria ter dito da maneira que fiz”.

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