As fintechs continuarão ameaçando bancos tradicionais? Até evidente ponto sim, dizem gestores da Opportunity

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Os bancos tradicionais vão ser cada vez mais impactados pela concorrência das fintechs, sofrendo redução de market share de alguns serviços muito porquê a subtracção da rentabilidade das suas operações. Esse movimento ocorre no mundo todo, segundo especialistas da Opportunity, que possui mais de R$40 bilhões em ativos sob gestão.

Vinícius Ferreira, sócio e gestor de Global Equities, e Bruno Waga, associado e crítico de investimentos, participaram do incidente #36 do Tela Azul, podcast da Empiricus liderado pelos analistas Richard Camargo, André Franco e Vinícius Bazan

Os representantes da Opportunity possuem bastante know-how sobre a questão, pois já investiram e analisaram de perto fintechs globais porquê Square, PayPal e Afterpay, que hoje assumem status ressaltado. 

Eles concordaram com os analistas da Empiricus com o indumento de que cá no Brasil, os “bancões” sempre deram um jeito para gerar seus 20% de ROI (Retorno sobre Investimentos), mas sobretudo diante do chegada das fintechs, isso está ficando cada vez mais difícil. 

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Segundo Bruno Waga, de forma universal, as vantagens competitivas que os bancos tinham, que eram a grande rede de distribuição e a capacidade de marketing, foram perdendo a relevância. No mundo do dedo, outras empresas podem se expedir e fazer ações de marketing em custos baixos. 

“Outro ponto importante, pegando esse gancho das fintechs é que o progressão da computação em nuvem, novos frameworks, arquiteturas de programação e TIs abertas, é provável fabricar produtos facilmente e de uma forma muito mais rápida”, disse o crítico da gestora.  Ainda, conforme ele, é provável realizar vários testes sem ter que gastar tanto. “Portanto, você testa e erra, testa novamente, faz isso várias vezes, até convencionar e pode até disruptar alguma indústria, uma empresa ou qualquer resultado”, completou.

Eles disseram que, logicamente, os bancos não estão parados, investem em inovações e na transformação do dedo, mas há mudança de paradigma. “A questão é que nem todo serviço financeiro precisa ser necessariamente distribuído por bancos”, destacou Waga. 

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O diferencial das fintechs

A especialidade das fintechs é ter em seu core produtos que viralizam, que são disseminados via boca-a-boca dos clientes e redes sociais. São aqueles que caem no paladar do público, seja por serem fáceis de utilizar, por oferecerem benefícios ao invocar ou convocar os amigos e terem praticidade em sua adesão. Assim eles reduzem seu CAC (Dispêndio de Obtenção de Clientes), investindo depois em novos produtos e estratégias. 

E o que separa as fintechs das instituições tradicionais é a possibilidade de perfurar o ‘leque de opções’. Os modelos consolidados possuem sistemas fechados e que não permitem inovação acelerada, além de estarem presos aos produtos considerados mais rentáveis. Já as fintechs têm mais flexibilidade para fabricar produtos e desenvolver funcionalidades, garantindo experiências novas ao consumidor.

Algumas delas são notáveis. Um exemplo oferecido pelos analistas da Opportunity é o Chime, nos Estados Unidos. O banco do dedo oferece dois serviços muito famosos: a antecipação de salário, com uma das menores taxas do mercado, e o Chime Credit Builder Card (CBC), que funciona porquê se fosse um cartão de crédito pré-pago. No CBC, o cliente deposita determinado valor em sua conta porquê garantia e a partir desse montante é oferecido um limite de crédito. Porém, a principal vantagem é que se ele for bom pagador, consegue melhorar seu score junto ao bureau de crédito, pois a fintech faz as notificações de forma uniforme. 

A escassez ou a cobrança de taxas de serviços reduzidas, a adoção de juros baixos em determinadas linhas de crédito e ingresso facilitada faz com que as fintechs levem muitos anos até darem lucros significativos. Durante muito tempo elas atuam usando todos os recursos do caixa ou tirando moeda do próprio bolso. Mas, conforme Bruno Waga e Vinícius Ferreira, tudo isso tem um bom motivo: edificar uma enorme base de clientes engajados

Portanto porquê indagar e investir nessas empresas inovadoras que ainda não estão dando lucro? Para eles, é preciso julgar o mercado onde atuam e a capacidade de escalarem os negócios. Outros pontos são a capacidade de realização de projetos e de geração de fórmulas para rentabilizar a operação. É uma estudo mais qualitativa do que quantitativa.

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E o universo das Big Techs?

Porquê não poderia faltar, Big Techs são sempre um must-have no Tela Azul. Para Vinícius Ferreira, sócio e gestor de Global Equities da Opportunity, o Google era visto porquê uma evolução dos anúncios. Quando a empresa surgiu, imaginou-se que ela iria roubar o lugar das tradicionais páginas amarelas e outdoors, dentre tantas outras formas de publicidade. 

No entanto, conforme a internet evoluiu, tornou-se evidente que o mercado de anúncios online acabou se tornando maior e mais multíplice. E quem viu essa transformação primeiro foram os e-commerces, que dependem exclusivamente deste tipo de divulgação.

Já falando da Amazon, a empresa se tornou “um mamute de logística” nos últimos anos, segundo Bruno Waga. Ela foi capaz de ultrapassar gigantes porquê Walmart, em uma fração de tempo, e ainda criando uma base leal de clientes por meio do Amazon Prime. Oriente ainda, ele considera porquê “a melhor e mais ‘alavancável’ forma de CAC que uma empresa já criou”

Quanto ao Facebook, eles fazem questão de ressaltar que a rede social não está morta. A evolução do TikTok, o grande concorrente chinês, ainda não foi capaz de matar as propriedades de Mark Zuckerberg, segundo pesquisas feitas dentro da Opportunity. E com a Apple, eles comentam muito sobre “a teoria do cavalo de tróia”.

A empresa da maçã é vista porquê tradicionalmente uma vendedora de hardware, mas hoje em dia, 35% de seus produtos são serviços. Logo, os seus aparelhos servem porquê forma de levar aplicativos ao consumidor, ainda que com um ticket médio mais eminente que o geral no mercado.

Quer saber mais opiniões do Bruno e do Vinícius, além de conferir o papo completo sobre as empresas de tech que mais podem bombar, investimentos e outros assuntos que rolaram? Portanto, é só dar o play e conferir o Tela Azul cá embaixo, na íntegra:

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