As finanças do Sport em 2020: obscuridade nas contas e dívidas fora de controle ameaçam presente e porvir do leão | blog do rodrigo capuz

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– Situação chata porque a gente está cá para falar de futebol. E é mais liso ainda porque a gente, jogador de futebol, quando se posiciona, é longínquo, criticado – disse André ao SporTV.

A crise entre direção e atletas se agravou, ainda, depois que o logo presidente provisório, Pedro Leonardo Lacerda, afirmou que salários de abril tinham sido pagos – em julho! Mesmo temendo retaliações, jogadores usaram as redes sociais e a prensa para desmenti-lo.

Poucos dias depois, foi a vez de Thiago Neves ter a sua insatisfação revelada pela prensa. O jogador considerava, inclusive, a possibilidade de deixar o Sport por culpa dos salários atrasados.

A crise financeira não é a única. Além dela, há a política. Milton Bivar renunciou à presidência do clube rubro-negro por “questões políticas”, dizendo-se descontente com divisões nos bastidores.

Um mês depois da repúdio, Leonardo Lopes venceu novidade eleição, organizada às pressas, e assumiu a responsabilidade de guiar o Sport. Ele, que já foi diretor jurídico e de futebol, entra na presidência, aos 44 anos, com a missão de restaurar o clube em todas as suas esferas.

Quais são os desafios para a novidade gestão na extensão financeira? Neste texto, com base no balanço anual referente a 2020, o ge tenta esclarecer a situação para torcedores rubro-negros.

As finanças do Sport — Foto: Infoesporte

A confrontação entre faturamento (tudo o que foi arrecadado em cada temporada) e endividamento (o que havia a remunerar ao término de cada manobra) mostra um clube em severa crise financeira.

Mesmo tendo voltado da segunda ramificação na viradela de 2019 para 2020, as receitas rubro-negras não voltaram ao patamar anterior. Elas continuaram baixas mesmo no Campeonato Brasílico.

E as dívidas não param de aumentar. Hoje, elas são três vezes maiores do que a arrecadação, um sinal de um clube de futebol que está em estado falimentar. O Sport vive uma de suas piores crises.

A relação entre receitas e dívidas do Sport

Nem mesmo a volta à primeira ramificação, entre 2019 e 2020, aliviou a situação financeira rubro-negra

Manancial: Balanços financeiros

Em todas as análises financeiras, o blog apresenta o detalhamento da arrecadação do clube. Assim, o torcedor pode entender por que entrou menos quantia no caixa, o que poderia ser feito para melhorar o desempenho, entre outras questões básicas e corriqueiras.

Infelizmente, o Sport não apresenta esses dados de maneira adequada em seu balanço. O clube ainda coloca a maior secção de suas receitas em uma rubrica “futebol” – sem que se possa saber quanto corresponde a direitos de transmissão, transferências de atletas etc.

Por culpa da falta de transparência do Sport, um problema presente em suas documentações financeiras há muito tempo, o sumo que se pode saber é o tamanho da receita uma vez que um todo. Em 2020, o clube arrecadou R$ 55 milhões, antes de deduções comuns no futebol.

O perfil do faturamento do Sport em 2020

Clube peca em transparência e impede torcida de entender adequadamente o balanço

Manancial: Balanços financeiros

É provável que o Sport tenha registrado muito pouco em bilheterias, pois a pandemia do coronavírus impediu que ingressos fossem vendidos no país inteiro. Mensalidades de sócios caíram murado de R$ 2 milhões – um tanto que o balanço mostra, por estarem descritas numa risco separada.

Nos direitos de transmissão, secção do quantia deve ter sido adiada para o balanço de 2021. Uma vez que o Campeonato Brasílico terminou exclusivamente em 2021, a fração relacionada à posição final na tábua provavelmente ficou para o manobra seguinte. O documento deveria descrever quanto.

O que há de mais preocupante, na estudo superficial que se pode fazer, é a variação em relação ao ano anterior, 2019, em que a associação disputava a Série B. Sem ter conseguido restaurar a arrecadação à qual estava habituado, o Sport teve menos quantia para transpor da crise.

Em todos os textos sobre as finanças, o blog faz a confrontação entre orçamento e balanço. A teoria é colocar em paralelo as projeções feitas pelos dirigentes e os resultados obtidos por eles depois de um ano. Neste caso, não será provável. O clube não publica orçamento.

A partir daqui, o quadro clareia um pouco. O detalhamento adotado pela diretoria rubro-negra na descrição de ativos e passivos permite ter uma noção da situação financeira. E logo o torcedor passa a entender por que salários atrasam, reforços não vêm, entre outras infelicidades.

Ao dividir o endividamento de concórdia com o prazo para pagamento, percebe-se que o Sport terminou 2020 com R$ 144 milhões a remunerar no limitado prazo – ou seja, em menos de um ano, no decurso de 2021.

Para um clube que arrecada por volta dos R$ 50 milhões e ainda tem todas as suas despesas a remunerar, esta dívida de limitado prazo se torna impagável, impossível de honrar conforme combinado.

O perfil do endividamento do Sport por vencimento

Aumento desordenado das dívidas a remunerar em menos de um ano expõe a crise no clube

Manancial: Balanços financeiros

Dissemelhante de muitos clubes, o Sport não tem uma dívida relevante com instituições financeiras. As únicas pendências que aparecem na dívida “bancária”, segundo critério do blog, são as com “partes relacionadas”, isto é, pessoas que têm alguma relação com a gestão do clube.

Milton Bivar, logo presidente, aproveitou 2020 para restaurar o quantia que tinha emprestado para o Sport. No decurso da temporada, o dirigente reduziu a dívida do Sport consigo mesmo em R$ 378 milénio. Ficaram exclusivamente R$ 20 milénio a remunerar para Milton no porvir.

Esses são outros valores devidos a pessoas:

  • R$ 30 milénio – Martorelli Advogados (João Humberto Martorelli)
  • R$ 30 milénio – Gustavo Dubeux
  • R$ 25 milénio – Arnaldo Barros
  • R$ 467 milénio – Laércio Guerra
  • R$ 1,2 milhão – Luciano Bivar

A secção mais sensível do endividamento rubro-negro está na secção trabalhista e fiscal. Lembremos que, apesar de clubes de futebol no Brasil serem isentos de boa secção dos impostos (IRPJ, CSLL etc), as associações ainda precisam recolher impostos baseados na folha.

O Sport não cumpriu com essas obrigações, básicas, por muito tempo. O Imposto de Renda (IR) dos jogadores, por exemplo, foi favorável pelo clube. O valor foi retido dos pagamentos para os atletas, mas não foi repassado para o governo. Isto configura violação tributário.

Unicamente no limitado prazo, entre impostos retidos na manancial e não repassados para o governo, e outros nunca pagos, existem R$ 36 milhões. Leste valor aumentou em 2020, o que indica que a gestão de Milton Bivar também não honrou com suas obrigações.

Aliás, existem parcelamentos de impostos que deixaram de ser pagos no pretérito. Quer expor, deveria possuir parcelamentos. No balanço do Sport, constam R$ 27 milhões em parcelamentos que foram cancelados por falta de pagamento. O clube nunca entrou no Profut.

Salários, fundo de garantia e INSS ainda acrescentam outros R$ 38 milhões. Uma zero que também aumentou no decurso de 2020, em relação a 2019, embora já estivesse em um patamar inadmissível.

Todos esses valores, ainda acrescentados a ações movidas na justiça por ex-jogadores e ex-funcionários, aparecem no gráfico inferior em “trabalhista”. Na secção “fiscal”, estão parcelamentos de impostos não pagos que ainda estão válidos. Em “outros”, aparecem fornecedores.

É provável que nos fornecedores a dívida também tenha relação com jogadores, pois quase a totalidade, segundo o balanço, está vinculada a “fornecedores de serviços”. Podem ser direitos de imagem atrasados. O documento não é suficientemente evidente também a saudação disso.

O perfil do endividamento do Sport por tipo

Dívidas com jogadores, técnicos e funcionários são as mais graves do clube pernambucano

Manancial: Balanços financeiros

Dívidas não provisionadas

O Sport tem ações judiciais (cíveis e trabalhistas) movidas contra ele em curso. Em cada balanço, a diretoria determina a verosimilhança de perda nesses processos segundo as nomenclaturas:

Unicamente os valores de perdas “prováveis” são inseridos no passivo e consequentemente no endividamento demonstrado nos gráficos anteriores. Além deles, o Sport possui R$ 8 milhões em processos em que seu departamento jurídico considera a guião exclusivamente “provável”. Isso significa que o endividamento pode permanecer ainda maior.

Se tudo o que foi descrito ainda não é suficiente para chatear, existe mais um motivo: é provável que as dívidas inseridas pela diretoria no balanço estejam erradas. Elas podem ser muito maiores.

Todo balanço financeiro é validado por uma auditoria externa. No caso do Sport, em seu primeiro ano prestando levante serviço, a responsável é a Gaplan. E esta empresa escreveu um parecer com ressalvas.

A auditoria externa não conseguiu evidências suficientes para atestar que aproximadamente R$ 102 milhões em impostos atrasados, informados no balanço pela diretoria do clube, estão corretos. Na veras, essas dívidas podem ser ainda maiores.

Ainda, a auditoria encontrou R$ 14 milhões em ações judiciais que o Sport está sofrendo, para as quais a direção do clube não fez “provisões”. Em português evidente, significa expor que esses processos não foram corretamente inseridos no balanço uma vez que dívidas.

Essas ressalvas apresentadas pela auditoria vêm quando o clube não tem a mínima organização interna, comando sobre as entradas e saídas de quantia, além de controle sobre bens e obrigações.

Obscuridade é a vocábulo que define a gestão do Sport. Não exclusivamente ao esconder números que permitiriam ao torcedor e ao mercado entender a situação financeira, uma vez que o detalhamento adequado de receitas e despesas, o clube também confunde com dívidas dúbias.

Enquanto não desabrochar um dirigente que assuma o inegociável compromisso da transparência e da crédito, a torcida continuará no escuro sobre o que está ocorrendo com o Sport.

No mais, a terrível situação financeira é perversa porque se soma a outras crises. A política tem desavenças constantes entre as pessoas que comandam o clube. E essas duas estouram no futebol, nos jogadores, e acabam detonando outra crise: a esportiva.

Uma vez que o clube chegou a esse estado, não é muito difícil entender, apesar da falta de transparência. Dirigentes gastaram mais do que podiam, prometeram o que não tinham uma vez que remunerar, prejudicaram a instituição.

Em muitos casos, o entorno foi parcioneiro. Crimes tributários, que explicam secção da dívida rubro-negra, ocorreram sem que ninguém (em pessoa física) fosse responsabilizado pelo poder público brasílio.

Internamente, por anos a fio, ninguém impediu que irresponsabilidades fossem cometidas. Juízo Deliberativo e Juízo Fiscal, instâncias que existem para vistoriar a diretoria, omitiram-se.

Uma vez que tirar o Sport desta situação, essa é uma outra história. Sem credibilidade para atrair patrocinadores, sem a crédito do torcedor e sem bom desempenho em campo, não há uma vez que esperar que as receitas do clube aumentem repentinamente – mesmo em seguida a pandemia.

Dívidas sufocam. Jogadores não recebem e reclamam. Dirigentes desistem da reinação. No estado atual, permanecer na primeira ramificação é um duelo tremendo – e, evidente, fundamental para que o clube consiga a sobrevivência. Alguém precisa se habilitar a restaurar o Sport.

PS.: Escrevi um livro sobre o futebol brasílio, “O futebol uma vez que ele é”, para descrever uma vez que o quantia e a política interferem no que acontece em campo. Ele está à venda na loja da Grande Superfície (é só clicar no link).

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