Anitta, Pavarotti, Paul McCartney, Spice Girls: relembre famosos em aberturas de Jogos Olímpicos | Música

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A rapper e ex-BBB Karol Conká e o tenor italiano Luciano Pavarotti têm ao menos uma coisa em generalidade: os dois se apresentaram em cerimônias de aberturas de Jogos Olímpicos.

Por enquanto, os segredos da preâmbulo das Olimpíadas de Tóquio desta sexta-feira (23) continuam muito guardados. E há poucas pistas de porquê será a sarau e quais celebridades foram escaladas para apresentar números musicais da cerimônia.

Se a tradição se mantiver, porém, podemos esperar o seguinte da secção músico da preâmbulo:

  • Presença de ao menos um cantor ou cantora notoriedade no Japão;
  • Apresentações musicais curtas e integradas aos segmentos simbólicos da cerimônia;
  • Podem surgir canções conhecidas no país ou músicas novas relacionadas aos temas abordados na sarau.

Festa de abertura da Olimpíada oferece espetáculo de cores, dança e atrações musicais

Sarau de preâmbulo da Olimpíada oferece espetáculo de cores, dança e atrações musicais

Relembre inferior outros destaques musicais de cerimônias de aberturas olímpicas.

O poder de Céline Dion em Atlanta

Ela nasceu no Canadá, mas era sucesso nos Estados Unidos — e no mundo inteiro — em 1996, quando foi convidada para trovar a música que marcou os Jogos Olímpicos de Atlanta: “The Power of Dream”.

Na cerimônia, Céline apresentou a música — na verdade, um playback — logo depois do acendimento da pira olímpica por Muhammad Ali, uma das mais marcantes cenas daquela preâmbulo.

Webdoc relembra como foi a Olimpíada de Atlanta (1996)
Webdoc relembra como foi a Olimpíada de Atlanta (1996)

Webdoc relembra porquê foi a Olimpíada de Atlanta (1996)

A sarau não foi um primor do ponto de vista artístico, mas a música é até hoje lembrada quando se fala em Atlanta 1996. Aliás, “The Power of Dream” até ganhou uma versão brasileira interpretada pela Xuxa: “O Poder dos Sonhos”.

Outro destaque músico da preâmbulo das Olimpíadas de Atlanta foi a Imperatriz do Soul, Gladys Knight, entoando “Georgia On My Mind” — hino não solene do estado americano muito tocado em 2020, quando Joe Biden venceu naquele eleitorado encerrando uma série de vitórias republicanas por lá.

Boy band e teen pop em Sydney

A preâmbulo dos Jogos Olímpicos de 2000 quebrou com a tradição dos hinos nacionais entoados por corais. Os primeiros versos de “Advance Australia Fair” saíram na voz solene da boyband Human Nature, quarteto em atividade até hoje que faz qualquer sucesso no país. A segunda secção do hino veio na voz da soprano Julie Anthony, acompanhada por uma orquestra.

A secção artística da cerimônia em Sydney era contada pela perspectiva de uma pequena, interpretada pela atriz e cantora teen Nikki Webster, com 13 anos à idade, que apresentou a música “Under The Southern Skies” para mostrar a união dos continentes debaixo dos céus australianos.

Nikki bombou na Austrália depois da apresentação na preâmbulo. Gravou um álbum meses depois da cerimônia e fez sucesso com a música “Strawberry Kisses”. Tanto sucesso que o hit chiclete chegou cá em terras brasileiras com a versão “Ósculo Molhado”, interpretada pela girlband Rouge.

A rapariga ainda voltou para o fecho dos Jogos de Sydney — esses, sim, um show de pop, com Men At Work (de “Down Under”) e, evidente, Kylie Minogue.

A despedida de Pavarotti em Turim

Diante da pira recém-acesa dos Jogos Olímpicos de Inverno em Turim, em 2006, abriu-se a cortinado do palco montado no estádio e lá estava o tenor Luciano Pavarotti.

Já com a saúde debilitada — ele descobriria um cancro no pâncreas exclusivamente meses depois — o artista apresentou a ária “Nessun Dorma” (“Ninguém durma”), de Giacomo Puccini, uma das marcas de Pavarotti.

Os milhares de espectadores e atletas que ovacionaram o tenor não sabiam que aquela seria a última apresentação dele. Pavarotti morreria em 2007, posteriormente complicações do cancro. Soube-se, depois, que aquele show monumental tinha sido pré-gravado até para evitar que qualquer problema ofuscasse o termo triunfante da cerimônia que abriu as Olimpíadas em 2006.

62 milénio nananananás em Londres

Olimpíadas de Londres em 2012 foram planejadas pensando no legado
Olimpíadas de Londres em 2012 foram planejadas pensando no legado

Olimpíadas de Londres em 2012 foram planejadas pensando no legado

A preâmbulo em 2012 foi outra que não tinha porquê deixar de ser pop: a sede era o Reino Uno. Além da presença de atores porquê Daniel Craig e Rowan Atkinson, o Estádio Olímpico de Londres ouviu clássicos da música pop e do rock britânico no segmento que homenageou David Bowie, Freddie Mercury e muito mais.

Mas tinha que ter Beatles, ou pelo menos uma homenagem. E veio a filarmónica Arctic Monkeys, que deu um verniz indie a “Come Together” quando a cerimônia pediu tranquilidade logo antes de a rainha Elizabeth II declarar os Jogos abertos.

O ponto elevado, porém, ficou com a apresentação do ex-Beatle Paul McCartney. “Hey Jude” foi a escolha. Considerando que 62 milénio espectadores assistiam à cerimônia no estádio — sem recontar os atletas no meio do campo —, foi um dos maiores coros de “na na na nanananaaa” já vistos.

Porém, assim porquê em Sydney, foi o fecho que serviu pop, pop e pop sem parar em Londres: teve a reunião das Spice Girls, Brian May em um improvável conjunto com Jessie J e os meninos do One Direction.

Caetano Veloso, Anitta e Gilberto Gil participam da cerimônia de preâmbulo dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Maracanã — Foto: Issei Kato/Reuters

Anitta, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Marcelo D2, Ludmilla, Jorge Ben Jor, Elza Soares, MC Sofia, Daniel Jobim. E até Karol Conká, quatro anos e meio antes de transpor do BBB 21 com 99,17% dos votos.

Poderia ser o elenco de um peculiar de televisão para o termo do ano. Mas o line-up da preâmbulo da Rio 2016 escolheu nomes novos e consolidados da música brasileira, mesmo que não fossem muito conhecidos fora do país.

Zeca e D2 fizeram uma “guerra” de “Deixa a Vida me Levar”. Ludmilla foi de “Rap da Felicidade”. Elza cantou o “Esquina de Ossanha”. MC Sofia e Conká mandaram tocar os tambores e pediram empoderamento. E Jorge Ben Jor encerrou o segmento artístico da cerimônia com “País Tropical”.

Todas ótimas apresentações. Mas os destaques mesmo foram o Hino Pátrio com um concerto de cordas por Paulinho da Viola. Daniel Jobim cantou “Pequena de Ipanema” para Gisele Bündchen desfilar. E, finalmente, Anitta, Caetano e Gil mesclaram “Aquarela do Brasil” com “Sandália de Prata” no momento que antecedeu a chegada da tocha olímpica.

Faltou a música tema dos Jogos Olímpicos do Rio: “Espírito e Coração”, que não apareceu na cerimônia de preâmbulo. Os intérpretes eram Thiaguinho e Projota — sim, mais um futuro-ex-BBB envolvido na trilha sonora das Olimpíadas de 2016.

A grande pouquidade de Barcelona

Webdoc relembra a Olimpíada de Barcelona (1992)
Webdoc relembra a Olimpíada de Barcelona (1992)

Webdoc relembra a Olimpíada de Barcelona (1992)

Por último, uma pouquidade: a transmissão solene da cerimônia que abriu os Jogos Olímpicos de 1992, começou com a voz de Freddie Mercury em plenos pulmões: “Barcelona!”, da clássica apresentação com Montserrat Caballé na cidade catalã quatro anos antes daquela edição do evento.

O líder do Queen morreu em 1991, por complicações decorrentes da aids. Barcelona perdeu a oportunidade de ter a voz de Mercury e Caballé comemorando a cidade na cerimônia de preâmbulo daquelas Olimpíadas.

Mas o tema da preâmbulo de 1992 é lembrado até hoje: “Amigos Para Siempre”, por Sarah Brightman e José Carreras, continua um dos maiores símbolos da primeira edição dos Jogos Olímpicos depois do termo da Guerra Fria.

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