Anitta, Iza e Taís Araújo viram ‘conselheiras’ de grandes marcas

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Mais do que garotas-propaganda, artistas uma vez que Anitta, Iza, Manu Gavassi, Marina Ruy Barbosa e Taís Araújo passaram a ter voz dentro de empresas com as quais se associam. Diferentemente de influenciadores que são só pagos para usar e promover um resultado em suas redes sociais, essas famosas estão atuando no processo de geração das marcas.

Além de Anitta, que chegou ao recomendação de governo da fintech Nubank, a cantora Iza foi nomeada diretora criativa da marca de calçados esportivos Olympikus, a ex-BBB Manu Gavassi virou superintendente de teor da empresa de gim Tanqueray e a atriz Marina Ruy Barbosa foi codiretora de coleções de joias da Vivara. Agora, o BV (ex-Banco Votorantim) anunciou Taís uma vez que embaixadora da marca, mas com voz para dar palpites em produtos e serviços.

A experiência com o Nubank não é a primeira irrupção de Anitta no mundo corporativo. A cantora é superintendente de originalidade e inovação da Beats desde setembro de 2019. Porquê diretora criativa da marca da Ambev, ela já assinou diversos lançamentos de produtos no mercado, uma vez que a Skol Beats 150 BPM e a risca Beats Zodiac, inspirada nos signos do zodíaco.

Anitta costuma participar ativamente dos conceitos de marca em que é incluída. No início do ano pretérito, ela trabalhou um dia uma vez que promotora da marca Cheetos em um supermercado de Madureira, no Rio de Janeiro, onde cresceu – resgatando as próprias origens. Além de bebidas e salgadinhos, Anitta já vendeu de aplicativo de namoro (uma vez que o rosto do Tinder) a projecto de celular da Simples, com uma passadinha por produtos de higiene e formosura.

Quebra de paradigmas

Para Eduardo Tomiya, CEO da TM20 branding, a iniciativa de trazer artistas para cargos estratégicos prevê uma ruptura do ponto de vista geralmente associado a executivos. “Anitta tem um profundo conhecimento de mercado, ela conhece muito os consumidores e o processo de influência de uma ergástulo inteira”, diz o perito. Para ele, a parceria pode ser “rejuvenescedora” para o recomendação.

Segundo Jaime Troiano, perito em gestão de marca e comportamento do consumidor, o harmonia com artistas pop é mais uma das iniciativas no projecto do saudação à pluralidade e de quebra de paradigmas, em nome da aproximação com novos contingentes de clientes. “No entanto, gestão de recursos e operações que envolvem numerário exige um tanto de sobriedade e de crédito renovada na instituição”, pondera.

Opinião que conta

A atriz Taís Araújo será embaixadora da marca do banco BV pelos próximos três anos. E com liberdade para dar opinião sobre produtos e serviços da instituição. “A gente vai conjugar nosso conhecimento e gerar produtos juntos”, disse a atriz, em entrevista ao Estadão/Broadcast. “Fiquei muito envaidecida em saber que estavam contratando não só a atriz, mas a pensadora, a comunicadora.”

“A gente gostou do ponto de vista dela”, conta Adriana Gomes, diretora executiva de clientes do BV. “Ela entrava nos assuntos, pedia para falar de um ou outro resultado.”

“A gente, de indumento, entrou na era dos sócios-estrela”, afirma Junior Borneli, presidente da StartSe, plataforma dedicada a prover conhecimento de interesse de startups. O termo estrela, nesse caso, está relacionado à capacidade de influência das celebridades. “Essas pessoas aportam suas conquistas profissionais e criam um novo horizonte de possibilidades para a marca.”

Para o professor da ESPM Fábio Mariano Borges, a escolha feita pelos dois bancos é calcada na legitimidade que tanto Taís quanto Anitta têm perante seus seguidores. “A gente está falando de duas figuras extremamente autênticas e corajosas”, ressalta ele, que vê na ação dos bancos, conferindo a ambas o lugar de garotas-propaganda, a intenção de tomar emprestado para si o posicionamento que elas mantêm perante o público.

“O século 21 é o século de posicionamento”, afirma Borges, que encara com naturalidade que a iniciativa tenha partido do setor financeiro, tido uma vez que conservador. “Eu diria que banco é quem mais precisa desse movimento.”

Nubank foi ‘xeque-mate’

O Nubank deu um “xeque-mate na concorrência” ao levar a cantora Anitta para seu recomendação de governo. A tendência pode crescer no mercado, mas também embute riscos para o mentor e para a instituição, disse o presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), Fábio Coelho, ao Estadão/Broadcast.

O executivo destaca o viés estratégico. “Acho extraordinária a transformação, do ponto de vista da pluralidade, de você principiar a incluir pessoas de expertises, etnias, gêneros e formações diferentes no recomendação”, afirma Coelho. “O Nubank deu um xeque-mate em boa segmento de seus pares dentro da indústria.”

O primeiro ano de um mentor de primeira viagem é de “muito estágio, mas traz seus riscos”, ressalta Coelho. Um deles é quando a empresa caminha para um processo de franqueza de capital (IPO, em inglês), uma vez que parece ser a estratégia do Nubank. Isso porque o mentor precisa respeitar janelas de período de silêncio, por exemplo. Há também o risco de reputação. “Os conselheiros precisam saber que respondem por um regulador do mercado de capitais, que podem inclusive ser arrolados em processos”, disse o presidente da Amec, frisando que é necessária uma base mínima de governança a esses profissionais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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