A mansão de R$ 6 milhões e os negócios imobiliários de Flávio Bolsonaro

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Imagem divulgada por veículos de prensa e nas redes sociais identifica a mansão comprada por Flávio Bolsonaro.| Foto: Reprodução/Twitter

Enquanto o país vive seu pior momento da pandemia de Covid-19 neste início de ano, com média de mais de milénio mortes por dia, o senador Flávio Bolsonaro dá mostra de que o distanciamento social não tem atrapalhado seus negócios. O fruto chamado de 01 pelo presidente Jair Bolsonaro reforçou sua ‘expertise’ em negócios imobiliários ao comprar uma mansão no Lago Sul, extensão transcendente de Brasília, por R$ 5,97 milhões, conforme revelou nesta segunda-feira (01) o site “O Contraditor”. O negócio também foi confirmado por outros veículos de prensa, uma vez que o jornal O Orbe, que teve aproximação ao registro da compra em cartório.

Logo que a novidade compra de Flávio Bolsonaro veio a público, pipocaram imagens e vídeos da suposta mansão nas redes sociais. O jornalista George Marques, que trabalhou para o Intercept Brasil, Revista Fórum e Metropoles, divulgou em sua conta no Twitter um vídeo da lar. Imagens do imóvel também foram veiculadas pela CNN Brasil e pelo site do jornal Folha de S. Paulo.

O senador Flávio Bolsonaro – investigado pela suposta existência de um esquema de desvios de recursos dos salários de seus assessores quando era deputado estadual da Câmara Legislativa do Rio (Alerj) – tem um ‘histórico de sucesso’ com negócios imobiliários. Em muitas das transações, ele demonstrou grande habilidade para obter altos lucros.

Documento do Ministério Público (MP) do estado do Rio de Janeiro, tornado público pela revista Veja em 2019, mostra que, novembro de 2012, Flávio Bolsonaro, logo deputado estadual do Rio, adquiriu um apartamento na avenida Prado Junior, em Copacabana, por R$ 140 milénio. Exclusivamente 15 meses depois, revendeu por R$ 550 milénio. O lucro foi de 292%, um negócio e tanto, considerando uma valorização média dos imóveis no Rio de Janeiro de 11% no período.

De harmonia com a reportagem, no mesmo mês, Flávio comprou um imóvel na rua Barata Ribeiro, em Copacabana, por R$ 170 milénio. Um ano depois, fechou outro bom negócio. Revendeu o imóvel por R$ 573 milénio. Lucro de 237% perante uma valorização média dos imóveis de 9% no período.

Segundo promotores Ministério Público do Rio de Janeiro que analisaram negócios imobiliários do fruto 01 do presidente Jair Bolsonaro, entre 2010 e 2017 Flávio Bolsonaro lucrou 3,089 milhões de reais em transações imobiliárias.

Trecho do registro de compra e venda da mansão por Flávio Bolsonaro divulgado pelo jornal O Globo.
Trecho do registro de compra e venda da mansão por Flávio Bolsonaro divulgado pelo jornal O Orbe.| Reprodução/O Orbe

O novo negócio no ramo de imóveis, agora em Brasília, parece
ser o mais valioso do senador.  Conforme
documento a que o jornal O Orbe teve aproximação, a mansão localizada em uma extensão
batizada de ‘Setor de Mansões Dom Bosco’ tem 2.400 m² de extensão totalidade. A compra
foi registrada no dia 29 de janeiro. Constam uma vez que compradores Flávio e sua
esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, com quem é casado sob confraria
parcial de bens. O imóvel foi vendido pela RVA Construções e Incorporações.

O financiamento a juros baixos mostra a ‘expertise’ de Flávio Bolsonaro nos negócios. O documento registrado em cartório consta que houve a contratação de um financiamento junto ao Banco de Brasília (BRB) para o pagamento de R$ 3,1 milhões. Serão 360 prestações mensais, com taxas de juros entre 3,65% e 4,85%.

Com a compra da mansão em Brasília, Flávio Bolsonaro deverá
dar um salto em seu valor patrimonial. Nas eleições de 2018, o senador declarou
possuir bens no valor totalidade de R$ 1,7 milhão, entre eles um apartamento na
Barra da Tijuca, no valor de R$ 917 milénio, e salas comerciais no mesmo bairro no
valor de R$ 150 milénio. Porquê senador, seu salário é de R$ 33 milénio mensais.

Em meio à pandemia, a maré está favorável a Flávio Bolsonaro.
Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a quebra de
sigilo bancário e fiscal do senador no contextura das investigações do caso das
“rachadinhas” de quando era deputado estadual pelo Rio de Janeiro. As quebras
de sigilos haviam sido autorizadas em abril de 2019 pelo juiz Flávio Itabaiana,
da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, mas os ministros da Quinta Turma do STJ
identificaram problemas de fundamentação na decisão judicial.

O senador não havia se pronunciado até o final da noite desta segunda-feira (01) a saudação da compra da lar em Brasília nem confirmado se as imagens veiculadas são do imóvel adquirido por ele. O BRB também não havia comentado sobre o financiamento.

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