″Onde nos sentimos seguros é em mansão, e a mansão da pessoa em situação de sem-abrigo é a rua″

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Participar em ações de voluntariado social é uma das exceções previstas ao responsabilidade de recolhimento universal, e são muitas as pessoas que mesmo em regime de teletrabalho optam por trespassar de mansão para dar tempo a quem precisa.

E se alguns dos voluntários mais experientes tiveram de se distanciar das tarefas presenciais por motivo da covid-19, outros sentiram-se “na obrigação de ajudar”. É o caso de Alexandre Duque Vieira, que chegou à Comunidade Vida e Silêncio motivado por uma reportagem que viu na televisão no início da pandemia.

“Vi que estavam com alguma dificuldade com os voluntários, por diversas situações”, conta. Pessoas de grupos de risco ou que vivem com pessoas mais velhas interromperam o voluntariado num momento em que também começaram a surgir mais pessoas em situação de sem-abrigo.

“Senti-me um bocadinho na obrigação de ajudar e logo mandei um e-mail que rapidamente teve resposta a proferir que podia vir”, lembra. Depois de ter pretérito a primeira tarde “a fazer umas sandes para depois serem distribuídas à noite, para perceber um pouco a dinâmica de uma vez que funcionava”, começou a fazer as voltas da noite.

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